Delegado Obara, Fahd Jamil, Jamil Name e mais 2 viram réus por obstrução de Justiça em investigação de homicídios Featured

Por G1 MS

Empresário Jamil Name está preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte e foi um dos denunciados pela Justiça após terceira fase da Omertà — Foto: Reprodução/G1 MS

 

O juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, aceitou denúncia por obstrução de Justiça em relação a investigação de três assassinatos, contra o delegado Márcio Shiro Obara e contra supostos líderes de organizações criminosas que agiam em Campo Grande – Jamil Name e Jamil Name Filho e em Ponta Porã – Fahd Jamil e Flávio Correia.

Obara também virou réu no mesmo processo por lavagem de capitais e corrupção passiva, enquanto que Jamil Name, Jamil Name Filho, Fahd Jamil e Flávio correio também vão responder por corrupção ativa.

O advogado Ronaldo Franco, que defende Obara, destacou ao G1 alguns pontos da denúncia que considera importantes. Primeiro, que o delegado não foi denunciado por fazer parte de uma organização criminosa e sim pela suspeita em relação a um episódio. Questionou a acusação de lavagem de dinheiro, dizendo documentos levantados com a quebra do sigilo bancário e fiscal dele e a própria declaração de imposto de renda de 2020, demonstrariam que movimentação financeira citada na denúncia foi registrada legalmente.

Obara está preso no 3º Distrito Policial de Campo Grande, desde junho, quando foi deflagrada a 3ª fase da operçaão Omertá, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A reportagem também entrou em contato com as defesas de Jamil Name e do seu filho Jamil Name Filho, mas até a última atualização da matéria não obteve o retorno. Os dois estão presos na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O G1 também tentou falar com a defesa de Fahd Jamil e seu filho, Flávio Correia Jamil Georges, mas não conseguiu. Os dois são foragidos.

A denúncia é um desdobramento da 3ª fase da operação Omertá, que apontou uma suposta ligação da organização criminosa que seria chefiada por Jamil Name, conforme o Ministério Público Estadual (MP-MS) com o grupo de Fahd Jamil, em Ponta Porã. O MP-MS aponta que os dois grupos agiriam em conjunto em crimes como o de pistolagem.

A denúncia de obstrução de Justiça é em relação a três homicídios: Ilson Martins Figueiredo, Alberto Aparecido Roberto Nogueira e Anderson Celin Gonçalves.

Ilson de Figueiredo, de 62 anos, era chefe de segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ele foi assassinado no dia 11 de junho de 2018, na avenida Guaicurus, no Jardim Itamaracá. Seu carro foi perseguido e ele foi morto a tiros por suspeitos que estavam em outro carro.

Já Anderson Celin Gonçalves, era policial civil, e Alberto Aparecido Roberto Nogueira, conhecido como “Betão” era suspeito de pistolagem e teria ligações com o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar. Os dois foram mortos em 21 de abril de 2016, em Bela Vista. Os corpos foram encontrados carbonizados na carroceria de uma caminhonete.

 

Ação conjunta de grupos

Conforme o Gaeco, as investigações sobre as execuções revelaram a suposta existência de dois grupos que fariam ações conjuntas antes e após os crimes. O grupo de Fhad Jamil e do filho Flávio Correia Jamil Georges, ambos foragidos e o outro de Jamil e do filho Jamil Name Filho.

 

O grupo de Fhad e Flávio está relacionado a prática de diversos crimes como tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e homicídios. Eles seriam os responsáveis por dar suporte com remessa de armas de fogo, preparo e execução de homicídios para outra organização: a de Jamil Name e Jamil Name Filho, ambos presos desde setembro de 2019 no Presídio Federal de Mossoró (RN).

Para a acusação, os dois grupos se ajudavam nos crimes e na fuga dos envolvidos.

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