Juíza argentina diz que submarino poderia estar em “missão confidencial”

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A juíza argentina Marta Yáñez, que investiga o desaparecimento do ARA San Juan, declarou, nessa sexta-feira (24) que o submarino poderia estar em uma “missão de caráter confidencial” quando desapareceu na semana passada. A informação é da Agência EFE.

Há dois dias, ela afirmou que o que o submarino estava fazendo no momento do desaparecimento era “segredo do Estado”. Depois, comentou sua declaração, afirmando que “soou muito feio”, pois estava comentando que a Marinha, que tem o dever de resguardar a segurança do mar territorial argentino, “pode ter uma missão de caráter confidencial”.

Em entrevista à rádio local La Red, a chefe do Tribunal Federal de Caleta Olivia, na província de Chubut (Patagônia), justificou essa teoria.  Segundo ela, não está se falando “sobre um particular que estava pescando, ou um chinês que está pescando dentro da área exclusiva do mar territorial argentino”.

Perguntada se a explosão detectada no submarino poderia corresponder a um ataque, uma hipótese já rejeitada pela Marinha argentina, Marta Yáñez sustentou que “não descarta nada”, pois está começando a investigação. “Trata-se de “um submarino que pode estar na zona de culminação da plataforma continental (área marítima que legalmente pertence ao país)”.

Ela disse que quer resolver o assunto e que já “está pedindo” informações sobre a atividade que o submarino desempenhava quando desapareceu.

Acrescentou que pode assegurar que, quando emitiu seus últimos sinais, o submarino estava em águas jurisdicionais argentinas.

Outro ponto que terá que ser investigado é a condição em que o San Juan iniciou a missão, o que “precisa ser informado pela Marinha”.

“Eu não quero deixar de ser lógica, acho que a Marinha é a ultima interessada em deixar navegar um submarino que não esteja em condições; acredito na boa fé. Eu não posso pensar em fantasmas, mentiras, enganos e esconderijos”, afirmou.

Sobre o pedido para receber as novidades da operação de busca, a juíza explicou: “Não pretendo que a cada três horas me digam ‘não há nada’, mas imediatamente que registrem algo, me façam um relatório de tudo que for encontrado no lugar, aproveitando a tecnologia que temos”.

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