Mike Pence mencionou a história judaica, e quer reconstruir os tempos bíblicos.

Em visita a Jerusalém, Pence diz que é uma ‘honra’ estar na capital israelense.

O vice-presidente americano, Mike Pence, iniciousua visita a Israel nesta segunda-feira (22) anunciando o plano de ação para a polêmica transferência da embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém. Segundo o americano afirmou em um discurso ao Parlamento israelense em Jerusalém, a sede deve ser movida até o final do próximo ano.

Em sua visita, Pence afirmou ser uma honra estar na capital de Israel, Jerusalém, e disse que as equipes americanas no país devem dar início ao plano de transferência da embaixada dentro das próximas semanas. 

O presidente Donald Trump anunciou em 6 de dezembro que reconheceria Jerusalém como a capital de Israel e transferiria a embaixada americana de Tel-Aviv à Cidade Santa, para cumprir uma promessa de campanha. O anúncio, no entanto, gerou protestos no mundo árabe, e não foi apoiado pelos demais parceiros americanos. Os palestinos também reivindicam a cidade como sua capital.

Durante  encontro, o premiê isralenese, Benjamin Netanyahu, agradeceu a decisão de Trump e afirmou que a aliança entre os dois países nunca esteve tão forte.

O reconhecimento, no entanto, motivou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a cancelar seu encontro com Pence. Mesmo assim, em seu discurso no Parlamento, Pence pediu que os palestinos retornem às negociações de paz com Israel, depois que os contatos oficiais com Washington foram rompidos em razão do anúncio de Trump.

União Europeia
Em sua visita a Bruxelas, neste segunda-feira (22), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu que a União Europeia reconheça um Estado palestino independente. 
“Não há contradições entre o reconhecimento e a retomada das negociações” de paz, acrescentou Abbas, antes de se encontrar com os ministros europeus das Relações Exteriores.

O objetivo do encontro é, para os europeus, discutir “como a UE pode apoiar a retomada do processo de paz”, congelado desde 2014, como indicou horas antes a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

A reunião com o líder da Autoridade Palestina acontece em paralelo ao encontro mensal dos chanceleres da UE. No mês passado, o bloco já havia feito o mesmo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Na ocasião, a UE criticou a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

A posição europeia é que a solução para o conflito envolve a criação de dois Estados com base nas fronteiras de 1967, cujas capitais em ambos os casos estarão em Jerusalém.

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