Prefeito de Ponta Porã Hélio diz que aproximação com o Paraguai atrai indústrias e empregos para a fronteira.

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Dando prosseguimento ao desenvolvimento do programa “Indústrias sem Fronteiras”, o prefeito Hélio Peluffo esteve em Brasília participando na recepção ao presidente do Paraguai, Horácio Cartes, que visitou o governo, o Senado e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), onde se reuniu com empresários brasileiros interessados em investir no Paraguai. O presidente Cartes esteve também com o presidente da República Michel Temer para avançar nas negociações.

Hélio voltou  afirmar que a legislação de Mato Grosso do Sul favorece aos empreendedores brasileiros, mas garante o benefício de indústrias  e empregos para a fronteira, principalmente Ponta Porã e Pedro Juan. “Estamos de olho nos empregos porque oferecemos as melhores condições de competitividade”, destacou o prefeito.

O encontro entre empresários brasileiros e a comitiva do Governo do Paraguai, tratou sobre as opções para ampliar ainda mais a aproximação econômica entre o Brasil e o país vizinho. O setor industrial brasileiro defende um acordo para evitar a dupla tributação entre o Brasil e Paraguai. A celebração de um acordo com o Paraguai é prioridade para o setor privado brasileiro, na medida em que aumentará a segurança jurídica e a competitividade das operações de empresas paraguaias e brasileiras.

O Brasil é o principal investidor no Paraguai em número de projetos, sendo os principais setores alimentos, tabaco, construção civil, serviços financeiros, transporte, têxtil, TI e máquinas e equipamentos, os impactos positivos desse acordo alcançariam operações envolvendo pagamentos de serviços e royalties, os quais são fundamentais na agregação ao comércio bilateral de manufaturas. “Assim, a celebração de um acordo para evitar a dupla tributação poderá contribuir para a facilitação de negócios e investimentos em curso e futuros”, justificou o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

“O Paraguai é um país pequeno e nós precisamos de certa forma ter as nossas empresas vivas. Por isso, defendemos que possamos produzir parte em Mato Grosso do Sul, parte em território paraguaio. Nosso projeto Indústria Sem Fronteiras, aliado ao Programa Fomentar Fronteiras, do Governo do Estado, contribui para industrializar os municípios localizados na região de fronteira”, explicou.

Paraguai

Já o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, ressalta que a aproximação entre os dois países é muito mais importante para a indústria brasileira. “O que a gente entende é que hoje nós nos completamos, pois, o país que não é competitivo fica fora do mercado internacional. Então estamos trabalhando para alinharmos os interesses do Paraguai com os do Brasil. Vemos que nesses quatro anos a minha administração conseguiu evoluir muito, mas há muito ainda que falta ser feito para Paraguai e Mato Grosso do Sul trabalharem juntos”, afirmou.

O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, analisa que não falta vontade de aproximação econômica entre os dois países. “Já temos acordos para evitar a dupla tributação com o Chile, por exemplo, e com o Taiwan, então por que não com o Brasil? O Ministério das Finanças no Paraguai é que trata desse assunto, mas gostamos muito da proposta feita pela CNI. Para nós é uma boa oportunidade e acredito que o empresário não pode tributar em dois lugares, não é justo”, afirmou.

Reunião com o presidente do Paraguai, Horácio Cartes, na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília

 

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